Roteiros de Estudo » O lado operante da terapia comportamental |
|||
O lado operante da terapia comportamental *1. Atribuir a causa das ações das pessoas aos sentimentos e pensamentos implica em ser mentalista, usar um modelo mecanicista de explicação e supor que comportamento (ou sentimento) causa comportamento. Responda a esses três equívocos.
2. “Os processos (mentais) são hipóteses a serem confirmadas, tanto por inferências feitas a partir do comportamento que dizem explicar, quanto por um diferente tipo de observação, a do sistema nervoso”. Comente as duas possibilidades aventadas por Skinner como maneiras de se atingir os processos mentais. Para auxiliar na sua resposta consulte o cap. 3 do Ciência e Comportamento Humano.
3. Ao falar da etologia Skinner afirma “o comportamento dos animais... é explicado... pela contribuição que o comportamento pode representar para o futuro de seus genes”. Que modelo explicativo está aí implícito?
4. Por que sentimentos e estados da mente são inacessíveis?
5. Com a frase “a maior parte do comportamento é atribuída ao reforçamento operante”, Skinner se refere a outro tipo de seleção pelas consequências. Como ela atua?
6. Quando Skinner escreve “comportamentos perturbados são causados por contingências de reforçamento perturbadoras, não por sentimentos ou estados da mente perturbadores...”, onde ele espera que os terapeutas comportamentais busquem a explicação para os comportamentos?
7. “O que é sentido não é um “sentimento”, mas um estado do corpo”. Qual a diferença?
8. Qual é exatamente o passo além a que se refere Skinner quando afirma “choramos e sentimos tristeza porque aconteceu alguma coisa”.
9. O que Skinner quer dizer com a palavra “produto” na frase: “...presumivelmente existe um evento ambiental anterior do qual esse estado é produto”?
10. Você concorda que “a terapia comportamental se interessa mais pelo evento antecedente do que pelo sentimento”? Justifique.
11. Qual a diferença entre definir uma emoção como um padrão particular de respostas glandulares e da musculatura lisa e defini-la a partir das variáveis das quais o comportamento é função?
12. Exemplifique como atuam os dois tipos de conseqüências seletivas a que se refere Skinner no subtítulo Terapia Comportamental Operante.
13. Skinner diferencia: “o estado corporal resultante de condicionamento respondente é usualmente chamado de sentimento, o estado resultante do condicionamento operante,..., geralmente é chamado de estado da mente”. Explique.
14. Do ponto de vista comportamental, como poderia ser entendido o estado resultante do condicionamento operante?
15. Como Skinner explica “intenção”?
16. Explique expectativa como um estado corporal.
17. Quais são as duas histórias responsáveis pelos comportamentos e pelos estados do corpo? Como cada uma delas atua?
18. De que forma um evento reforçador pode se tornar fonte de problemas, i.é, vir a ser perturbador?
19. Outras espécies também podem ser suscetíveis a reforçadores que não tenham vantagem evolucionária. Explique como isso ocorre.
20. Quais os problemas sociais decorrentes da suscetibilidade aumentada para o reforçamento por contato sexual e por sinais de ter causado danos no outro?
21. Como um evento reforçador que não tem valor para a evolução da espécie pode vir a ser perturbador?
22. A que se referem comportamentalmente palavras como desencorajamento, senso de fracasso, desamparo, falta de confiança ou depressão?
23. Em que a dependência causada por um reforço anômalo (p. ex., cocaína) é diferente da dependência causada por esquemas de reforçamento (p. ex., razão variável)?
24. Quais são as falhas dos reforçadores negativos?
25. Skinner enfatiza que o processo de condicionamento “não poderia levar em conta a maneira como o comportamento produziu suas conseqüências.” Que posição teórica ele está defendendo. (funcional ou topográfica)?
26. “O condicionamento ocorre quando as conseqüências reforçadoras se seguem por alguma razão, qualquer que seja ela.” Qual a diferença em dizer “se segue” ou “foi produzido”?
27. Uma conseqüência muito atrasada pode atuar como reforçadora?
28. Que tipo de comportamento são os maneirismos e “estilos” dos jogadores de azar? E, como se desenvolvem?
29. Uma falha no condicionamento operante dá origem ao comportamento supersticioso. Como o padrão supersticioso aparece normalmente na clínica?
30. Como a punição pode funcionar via condicionamento respondente?
31. A punição diminui a tendência de continuar se comportando da mesma maneira que foi punida? Que outro repertório ela produz?
32. Quando somos punidos por outrem nem sempre isso ocorre contingentemente. Qual a possibilidade levantada pelo autor?
33. Especifique as contingências em operação na vergonha, culpa e senso de pecado.
34. Um cliente relata culpa em relação a algo ou alguém. Qual a contingência envolvida nessa situação?
35. Skinner aceita que devemos perguntar sobre os sentimentos. Porém, a que devemos nos atentar se quisermos fazer uma análise científica e ajudar o cliente? 36. Como Skinner justifica que se pode perguntar aos clientes o que estão sentindo ou pensando?
37. O fundamento básico da terapia comportamental é: “o que é sentido como sentimentos ou introspectivamente observado como estados da mente são estados do corpo, e estes são os produtos de certas contingências de reforçamento”. Explique detalhadamente este fundamento.
38. O controle aversivo é justificável?
39. Qual o critério para avaliar se o controle é ético?
40. O que Skinner quer dizer com “modelagem mútua” na clínica?
41. “Aquilo que o cliente faz na clínica não é a preocupação básica”. Comente esta frase.
42. É possível lidar diretamente com o comportamento do cliente, isto é, manejar conseqüências do comportamento dele dentro da sessão?
43. A terapia só funciona para o cliente que segue regras. Você concorda com esta afirmação?
44. Qual a diferença entre conhecer por compreensão e conhecer por descrição?
45. Sob que condições o conselho é seguido?
46. Como Skinner justifica o uso de reforços arbitrários?
47. Qual a sugestão do autor para que o terapeuta ganhe “confiança” ou “credibilidade”?
48. Em que medida o bom vínculo é uma condição relevante para o processo terapêutico? Justifique em termos comportamentais.
49. Qual a utilidade dos provérbios e máximas das culturas?
50. Como os terapeutas ensinam seus clientes a construírem suas próprias regras?
51. Em que sentido a terapia comportamental promove a saúde comportamental?
52. O autor critica personalidade e neurose como explicações. Justifique.
53. Que crítica Skinner faz ao uso do stress como causa de doença (física)? Generalize sua resposta ao uso de ansiedade, desespero, desencorajamento, hostilidade ou medo como “causas” de doenças.
54. Qual o limite das afirmações de causalidade das doenças feitas por Skinner no subtítulo Saúde?
55. À luz do que escreveu Skinner no subtítulo Saúde critique a frase “o cliente fez um câncer”.
56. “Os terapeutas comportamentais alteram as contingências das quais os sentimentos são função”. Essa visão dos sentimentos difere da visão mentalista. Explique.
57. Qual a distinção entre sentir-se bem e estar bem?
58. Os psicólogos mentalistas buscam na ciência do cérebro ou na fisiologia explicações para o comportamento. Qual deve ser a atitude do psicólogo comportamental?
59. Quais as contingências que determinam o comportamento de se queixar?
60. “A terapia bem sucedida constrói comportamentos fortes, removendo reforçadores desnecessariamente negativos e multiplicando os positivos”. Comente esta frase.
61. “A terapia comportamental começa mudando o mundo em que as pessoas vivem e muda assim, apenas indiretamente, o que elas fazem e sentem”. Como isso é feito na prática clínica? 62. Qual a preocupação de Skinner ao escrever: “necessitamos construir conseqüências relativamente imediatas para o comportamento humano, as quais devem atuar como atuariam conseqüências mais remotas se estivessem disponíveis aqui, hoje”.
63. Podemos na clínica “construir conseqüências relativamente imediatas”?
64. Discuta como o reforço positivo pode ser desvantajoso para o indivíduo e como o reforço negativo pode ser vantajoso.
65. Para que serve a terapia para uma pessoa que responde basicamente a auto-regras?
66. Quando se diz que a terapia ajuda o cliente a mudar, o que está de fato ocorrendo em termos de contingências? * Skinner, B. F. (1995). Questões Recentes na Análise Comportamental, Ed. Papirus: Campinas. Cap.7. Publicação original 1988.
* Roteiro preparado por Hélio José Guilhardi e Patrícia Piason Queiroz. |
|||
|
