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Neste dia em que vocês se formam valeria a pena refletirmos um pouco sobre a natureza do ser humano com o qual irão lidar. Há tantas concepções sobre este ser tão complexo que minha pergunta não é ingênua como pode parecer à primeira vista.

Cada pessoa com quem se encontrarem profissionalmente exigirá de vocês a capacidade de avaliar sua singularidade. Tarefa nem um pouco simples, já que não há em nenhum livro de psicologja a descrição da pessoa que está diante de vocês. A questão com quem estamos lidando é nosso primeiro enigma. Mas, há mais, este alguém tem expectativa de receber ajuda.

E, aí está o segundo desafio. Ao identificar esta individualidade, compreendendo a identidade psicológica dessa pessoa, o psicólogo sabe que sua tarefa não é contemplativa. Algo precisa ser feito para que aquele ser que sofre encontre caminhos de alívio. Também os livros de psicologia não nos ensinam o que fazer.

O que aprendemos, então, no curso de Psicologia? Nosso curso é conceitual em sua essência. O conceito contém tudo e não contém nada. (O conceito de cadeira nos permite saber o que é uma cadeira, mas não sabemos se se trata de unia cadeira de madeira, de plástico, de braços, com três ou quatro pernas, etc). O conceito nos instrumenta a buscar respostas, mas não nos dá a resposta. Ainda bem, porque a resposta não existe. Trabalhamos com processos dinâmicos, que interligam presente e passado de forma particular para cada indivíduo. Os fenômenos propriamente psicológicos não se repetem. Porém somos passíveis de sermos compreendidos a partir de mecanismos básicos - conceitos de função do ser humano - que dão os parâmetros do nosso existir. Cabe a cada um de vocês descobrir a exata medida, o perfeito encaixe desses mecanismos para cada pessoa. É tarefa difícil. Equivale a descobrir para cada ser humano com quem se lida um novo homem, desconhecido, até então, para vocês e para ele próprio.

Como poderíamos melhorar a nossa capacidade de compreender e lidar com as pessoas? Revendo um pouco a minha história pessoal e profissional identifiquei muitas influências: minhas privações, minhas dores (aprendi que sem sofrimento não há crescimento), meus pais, meus amigos, aqueles que me amaram, os que me desprezaram, meus estudos, meu terapeuta, tantos enfim... Mas, não poderia deixar de citar a influência dos poetas. Poderia indicar com detalhes como funcionou cada influência, mas hoje é um dia de festa e, por isso, optei por mostrar como os poetas enxergam o ser humano e como isso influenciou a minha formação. Sim, aprendi muito "conversando" com os poetas, já que cada verso poderia ser a frase de um cliente: de auto-confiança, de auto-desdém, de dor, de alegria, de esperança, de desencanto, de competência, de desamparo, de afetividade, de frieza - cada verso, enfim, poderia expressar aspectos do íntimo do ser humano. Vamos ouvi-los (lê-los):


Adélia Prado escreveu assim sobre a esperança:

Primeira Infância

Era rosa, era malva, era leite,
as amigas de minha mãe vaticinando:
vai ser muito feliz, vai ser muito famosa
Eram rendas, pano branco, estrela dalva,
benza-te a cruz, no ouvido, na testa.
Sobre tua boca e teus olhos
o nome da trindade te proteja.
Em ponto de marca no vestidinho: navios.
Todos à vela. A viagem que eu faria
em roda de mim.

Adélia Prado, p.l48

Que paradoxo, porém! Não é assim mesmo o ser humano? Contraditório e perplexo diante de sua existência? Vejam a visão de vida - sem esperança - de Manuel Bandeira:

Entrevista

Vida que morre e que subsiste
Vária, absurda, sórdida, ávida,
Má!
Se me indagar um qualquer
Repórter:
"Que há de mais bonito
No ingrato mundo?"
Não hesito;
Responderei:
"De mais bonito
Não sei dizer. Mas de mais triste,
- De mais triste é uma mulher
Grávida. Qualquer mulher grávida."

Manuel Bandeira, p.242

O fascinante em nossa profissão está aí retratado: os dois extremos são possíveis porque não há certo, não há errado. Há existências.

As pessoas entram em contato com a realidade da vida e, independente dos melhores desejos, as cicatrizes as vão marcando. Qual uma seringueira recortada, nós não escondemos as marcas pelas quais a vida nos extrai a seiva emocional.

Mário Quintana retrata nos versos abaixo as marcas de cada dor:

Da primeira vez em que me assassinaram
Da primeira vez em que me assassinaram..
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram.
Foram levando qualquer coisa minha...

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
o mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela amarelada...
Como o único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a. luz sagrada!

Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste com um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!

Mário Quintana, p.30

Florbela Espanca fala do desencontro irreversível

Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida
Eu sou a que na vida não tem norte
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa tênue e esvaecida
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca, p.39

Manuel Bandeira nos toca com a imagem da solidão, que busca o encontro numa estrela, unia vã esperança, mais ainda um sopro de expectativa:

A Estrela

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

Manuel Bandeira, p.l74

O que dói mais? A dor de não ter amado? A dor de não ter sido amado? A dor de perder um amor? A pergunta é falsa. Não são dores comparáveis, pois se referem a existências diferentes e a dor de uma existência não pode ser comparada com a produzida por outra forma de existir no mundo. Drummond dá o seu depoimento:

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conheçidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drummond de Andrade, p.41

Como é doloroso ter consciência! Quantos não preferem a ignorância como antídoto do sofrimento? Que paradoxo! Exatamente naquilo que acreditamos - nós psicólogos - na força libertadora da consciência, do auto-conhecimento. Mas, o processo de conscientização é penoso, longo, árduo. Exige o melhor de nossos recursos técnicos e humanos. Exige do cliente coragem.

Canção do suicida

Não me matarei, meus amigos.
Não o farei, possivelmente.
Mas que tenho vontade, tenho.
Tenho, e, muito curiosamente,

Com um tiro. Um tiro no ouvido,
Vingança contra a condição
Humana, ai de nós! sobre humana
De ser dotado de razão

Manuel Bandeira, p.252

Mas, há outras possibilidades de fugas (diferentes do suicídio), como recusar-se a se conhecer. Vejam os versos angustiantes de Fernando Pessoa:

Sonho, não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
meu pensamento esquece o pensamento
minha alma não tem alma.

Se existo, é um erro eu o saber. Se acordo
parece que erro. Sinto que não sei
nada quero nem tenho nem recordo,

não tenho ser nem lei.
Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
coração de ninguém
.

Fernando Pessoa, p.78

Será que não há saída para o ser humano? A tentativa de manter a inconsciência, mesmo que na forma atormentada de Pessoa, já revela no próprio esforço de resistência a invasão da consciência. O mesmo poeta retoma seus conflitos na forma de reavaliação dos passos de sua vida:

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de ir para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse dito frases que só agora no meio-sono, elaboro -
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse
Mas as frases que me faltou dizer surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.

O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para o outro mundo o que eu deixei de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para
todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como esperança que não tenho, é invisível p'ra mim

O ser humano não está, porém, condenado a ser só, a sentir cada um de seus momentos como conflitos insolúveis, a sentir culpa pelo que não fez ou pelos excessos. O ser humano é, ao mesmo tempo sujeito e objeto de sua história. Sujeito, pois tem a possibilidade de agir e, assim, produzir uma realidade. Objeto porque a realidade que produziu o determina. Como psicólogos temos que despertar a percepção da capacidade que o ser humano tem de gerar o seu mundo e a responsabilidade de saber que o que vive é, em grande parte, resultado de sua obra.

Vejam com que sensibilidade - numa cena trivial - Adélia Prado nos mostra como se constrói e se mantém uma relação de amor (é necessário que haja amor). Chega de dizer que não se é feliz porque o outro não permite, o outro não compreende. Nestes versos, talvez, muitos se reconheçam (assim o espero):

Casamento

Há mulheres que dizem:
meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
Ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Adélia Prado, p.252

Walt Withman mostra com clareza que a relação humana é construída. Não está pronta. Para construir há dor: da renúncia, da espera, do domínio do próprio egoísmo. Isso não é bom, não é mau. É assim. E, assim, é difícil.

A nova pessoa que vem a mim

A nova pessoa que vem a mim
é você?
Ouça um conselho, para começar:
eu sou com certeza bem diferente
do que você imagina.
Você imagina encontrar em mim
seu ideal?
Acha tão fácil assim eu me tomar
seu amante?
Pensa que minha amizade
é fonte de satisfação sem impureza?
Julga que eu seja fiel e digno de confiança?
Além desta fachada,
do meu jeito macio e tolerante,
você não vê mais nada?
Acha que vem avançando em bases realmente firmes
na direção de um homem realmente heróico?
Pela cabeça nunca lhe passou,
ó sonhador,
que tudo isso pode ser maya, ilusão?

Wait Withman, p.63

Como se constrói uma pessoa sensível, afetiva, não competitiva? Como despertar a capacidade de perceber o sentimento do outro, as suas necessidades e satisfazê-las de forma construtiva sem se sentir lesado por fazê-lo. Ah, os poetas... vejam que lições nos dão Adélia Prado e Walt Withman:

Ensinamento

Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

Adélia Prado, p.l16

Já percebi
que estar com aqueles de quem eu gosto
é quanto basta,
parar em companhia
de quem se deixa ficar ao cair da tarde
é quanto basta,
passar pelo meio deles
ou tocar em algum deles,
pousar meu braço tão leve sempre
em torno do pescoço dele ou dela
por um momento-então
que será isso?
Eu não peço nenhuma outra delicia
nisso eu me banho como nas águas de um mar.

Existe no estar perto
de homens e de mulheres,
e no olhar para eles
e em sentir o contato e o cheiro deles
alguma coisa que faz bem à alma:
à alma todas as coisas fazem bem,
mas isso faz à alma iim grande bem

Walt Withman, p.48

Vejam que há lugar para o otimismo. Pelos caminhos encontramos aqueles que se sentem realizados, ajustados ao seu contexto de vida com uma visão realista do seu papel no mundo:

A pé e de coração leve
eu enveredo pela estrada aberta,
saudável, livre, o mundo à minha frente,
à minha frente o longo atalho pardo
levando-me aonde eu queria.

Daqui em diante não peço niais boa sorte,
boa sorte sou eu.
Daqui em diante não lamento mais,
não transfiro, não careço de nada;
nada de queixas atrás das portas
de bibliotecas, de tristonhas críticas;
forte e contente vou eu
pela estrada aberta.

A terra é quanto basta:
eu não quero as constelações mais perto
nem um pouquinho, sei que se acham muito bem
onde se acham, sei que são suficientes
para os que estão em relação com ela.

(Carrego ainda aqui
os meus antigos fardos de delicias,
carrego-mulheres e homens-
carrego-os comigo por onde eu vou,
confesso que é impossível para mim
ficar sem eles: deles estou recheado
e em troca eu os recheio.)

Wait Withman, p.73

E, quando a vida foi vivida com plenitude, nem a morte causa angústia. Não é resignação, abandono, mas consciência que o ser humano tem de seu real lugar na natureza:

Quando vier a Primavera
Se eujá estiver morto,
As flores forram da mesma maneira
E as arvores não serão menos verdes que na Primavera passada,
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma,
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo esteja certo;
Eu gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que serão que é.

Fernando Pessoa, p.l70

Ainda mais explícita, a relação entre a forma de viver e a serenidade para encarar a morte está no poema de Quintana:

Viver

Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforecentes
medusas translúcidas
Radiados
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
E voar...
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!

Mário Quintana, p. 79.

É o momento das últimas palavras:

A base de toda metaflsica

E agora, cavalheiros, eu lhes deixo
uma palavra
para ficar na mente de vocês
e nas suas memórias
como princípio e também como fim
de toda metafísica.

Tendo estudado antigos e modernos,
sistemas dos gregos e dos germânicos,
tendo estudado e situado Kant,
Fichte, Schelling e Hegel,
situado a doutrina de Platão,
e Sócrates superior a Platão,
e outros ainda superiores a Sócrates
buscando pesquisar e situar,
tendo estudado bastante o divino Cristo,
eu vejo hoje reminiscências daqueles
sistemas grego e germânico,

deparo todas as filosofias,
templos e dogmas cristãos encontro,
e mesmo sem chegar a Sócrates eu vejo
com absoluta clareza,
e sem chegar até o divino Cristo,
eu vejo
o puro amor do homem por seu camarada
a atração de um amigo por um amigo,
de uma mulher pelo marido e vice-versa
quando bem conjugados,
de filhos pelos pais, de uma cidade
por outra, de uma terra
por outra.

Walt Witbman, p.62

Aí estão os seres humanos conforme os concebem os poetas... Suas mãos mágicas escolhem palavras mágicas, que descrevem pensamentos mágicos e expõem sentimentos mágicos para compor a magia máxima que é o ser humano. Deve ter ficado claro como é enriquecedor conversar com os poetas. Seria fora de propósito sugerir que o Curso de Psicologia deveria incluir em seu currículo uma disciplina desta natureza? Com certeza, se estudássemos a obra dos poetas muito aprenderíamos sobre a Psicologia Humana.

Encerro este discurso manifestando a grande satisfação que tive em prepará-lo. Por duas razões: preparar uma aula de despedida - encaro este discurso como minha última aula formal a esta turma - é a melhor maneira possível que um professor tem para retribuir a grande honra de ser escolhido como patrono. Foi mais que uma honra: gosto demais de me sentir amado. Em segundo lugar, porque me levou a passar a semana entre o Natal e o Ano Novo pensando em vocês enquanto lia poesias maravilhosas!

Um grande abraço a todos.

Referências

Andrade, C. D. de (1996). Farewell. Ed. Record: Rio de Janeiro.

Bandeira, M. (1993). Estrela da Vida Inteira. Ed. Nova Fronteira: Rio de Janeiro.

Espanca, F. (1995). Sonetos. Ed. Bertrand Bresil: Rio de Janeiro.

Pessoa, F. (1983). Obra Poética. Ed. Nova Aguilar: Rio de Janeiro.

Prado, A. (1991). Poesia Reunida. Ed. Siciliano: São Paulo.

Quintana, M. (1985). Nova Antologia Poética. Ed. Globo: Porto Alegre.

Quintana, M. (1996). Baú de Espantos. Ed. Globo: Porto Alegre.

Withman, W. (1993). Folhas da Folhas de Relva. Ed. Brasiliense: São Paulo.

1 Discurso proferido como patrono da XXVII turma de Psicologia da PUC-Campinas em 3 de Janeiro de 1997

 
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